quarta-feira, 10 de junho de 2026

Ontem observei as flores

  Ventor

Ontem tive de ir às compras. Tive de ir comprar comer para o meu gato, aproveitei e também comprei para nós. Estava de chuva e resolvi ir ao Auchan. Tinha algumas coisas para observar de casa lá e no regresso. Armadilhei-me todo para a chuva e para chatear o coronavírus um "amigo" de estimação que me arranjaram. Coloquei o buço para não o morder, meti as mãos nas luvas para não o arranhar e meti-me a caminho. Também pensei que o meu carro estivesse zangado comigo por não lhe aparecer, mas não. Portou-se muito bem. Mas tive uma surpresa! Vi algumas flores, as mais destacadas, malmequeres amarelos e papoilas.

A beleza de uma papoila

Nem imaginam como fiquei contente ao observar as flores e, caminhando entre elas, a minha amiga Primavera toda molhada, caminhando  descalça à chuva, com os cabelos escorridos, dourados e com a coroa das suas preferidas com um aspecto vitorioso, até parecia a minha amiga Diana quando se banhava nas águas do rio Eufrates e, enquanto o Ventor fazia flechas para o seu arco, ela fazia a sua coroa com as suas flores favoritas.

De resto pareceu-me que tudo estava a funcionar bem ou, pelo menos, tal como está estipulado pelas entidades oficiais. Não fosse aquele bafo podre esvaziado pelo "premiere" quando esquece a luta contra o coronavírus e se põe a arrotar a podridão política do seu PS e não haveria nada a dizer. Não tenho nada a dizer a não ser que nunca imaginei vir a estar detido em casa por fedorento bichinho a que chamam coronavírus. Cuidem-se.

Companheiras das quatro estações ...

  Ventor

--- mas não as quatro estações de Vivaldi!

 Flores no Lugar do Sol, no dia de Natal

Estas, entre muitas outras, são representantes das minhas velhas Flores de Inverno. Foi assim que este Blogue nasceu e é assim que ele continua a ter vida. Exactamente, flores de inverno que rebaptizei como Flores da Vida.

Uma rosa de Mafra, escadas do meu amigo Checa, na véspera do Natal

Rosas no Lugar do Sol, no dia de Natal

Flores de inverno porque elas são representantes das minhas caminhadas deste inverno, no dia de Natal. São flores de Mafra e flores do Lugar do Sol.

Camélias de Mafra, escadas do meu amigo Checa, na véspera de Natal

Belezas rosa, no Lugar do Sol, no dia do Natal

Por isso eu coloco-as aqui para recordar às gentes das alcatifas que, se caminharem nas velhas alcatifas do Ventor, durante o inverno, também encontram flores e flores lindas! Aliás, até parecem mais bonitas! As gotas de orvalho também fazem brilhar a sua beleza e, o próprio nevoeiro tenta esconder-se pelos matos dentro, onde não hajam flores.

Flores no Lugar do Sol no dia de Natal

Amores-perfeitos no Lugar do Sol, no dia de Natal

Rosas no Lugar do Sol, no dia de Natal

Mas eu não estava apenas a mostrar aos meus amigos a existência das minhas flores de inverno. Tenho mais algo para vos dizer, especialmente, aos amigos do Facebook que possam e queiram caminhar por entre as minhas flores de inverno.

Hoje é o último dia do Ano de 2017 e, por isso, quero deixar aqui os meus votos de umas BOAS FESTAS no saltinho para o Ano de 2018. Espero que todos tenham chegado ao fim deste ano com muita saúde e pés firmes para darem o tal salto.

Flores no Lugar do Sol, no dia de Natal

Rosas no Lugar do Sol, no dia de Natal

Eu sei que, a muitos de vós, não cheguei a desejar-vos os votos de um feliz aniversário pelo ano fora e, àqueles que me passaram por não fazer as minhas caminhadas com mais assiduidade só tenho de desejar que, no ano que vem, as festas dos vossos aniversários sejam cheias de saúde e tudo que seja bom para vós.

Camélias de Mafra, escadas do meu amigo Checa, na véspera de Natal

Gentiana Pneumonanthe

   Ventor

Sim, é esse o nome. Gentiana Pneumonanthe ou, ainda, gentiana-de-turfeiras. É uma flor das regiões alpinas europeias, isto é, de regiões de altitude, como a área da Pedrada, na serra de Soajo. Ela aparece nessa zona e floresce desde Agosto a Novembro

Ela aí está! A minha gentiana favorita, aquela que caminha a meu lado, pela Serrinha, pela Corga da Vagem, pela Pedrada.


Uma gentiana, uma das minhas flores azul

 Um dia, em Setembro, caminhávamos nós do Alto da Derrilheira para a Corga da Vagem e, à minha frente, ia uma flor francesa e a sua mãe: Judite e Alice. Eu ouvi: "mãe quando vemos a Pedrada? Ainda fica longe"? Eu também olhei a ver se faltava muito para a Judite descortinar a Pedrada. É um pouco desolador para quem não conhece, subir do Poulo do Muranho ao Alto da Derrilheira, olhar na direcção da Pedrada e não a ver quando já leva na mente que, por trás da Derrilheira fica o Alto da Pedrada. Mas existe uma saliência que nos bloqueia a Pedrada.

 Gentianas, na Corga da Vagem

As gentianas gostam dos solos de altitude

Nessa ocasião, em Setembro de  2001, eu ainda não tinha descoberto, nas minhas montanhas Lindas, esta bela flor azul. Caminhava então, apenas e só, com os olhos à procura da Pedrada, como sempre fazia e tal como a Judite fazia nesse momento.

Hoje, faço essa caminhada, inclinando-me sempre para a minha esquerda, com um olho à procura duma ou mais corsas, e com o outro à procura, da minha bela gentiana azul. A Pedrada sei que não sai de lá e sei exactamente onde ela permanece.

Mas não é fácil encontrar as gentianas entre as carqueijas, as carrascas (ericas), os tojos, as urzes, as ervas, ... É necessário levar um olho ou os dois a vasculhar o solo. Também há gentianas mesmo junto ao Alto da Pedrada, na encosta que se debruça sobre as Forcadas.

Acho esta flor uma beleza. Tenho pena de as fotografar cheias de pó e nunca as apanhar lavadas depois de uma chuvada

Mas tenho uma certeza, quanto às minhas caminhadas ao lado das gentianas azuis. Nunca as verei numa jarra, na minha sala, porque não sou capaz de as tirar do solo que lhes dá vida.

Mantenho para mim que todo o ser vivo está apegado à vida e acho que as gentianas batem-me palmas ao verem-me caminhar naquelas belas alcatifas, fazendo tudo para não as machucar debaixo das minhas botas. Vasculho o chão observo as gentianas e calculo as passadas a dar sem pisar uma gentiana que me apareça pela frente.

Flores à Porta

  Ventor

 Belezas brancas que me dizem: "bom dia, Ventor"

Elas observam as minhas partidas para as minhas caminhadas e esperam as minhas chegadas e elas sabem que eu me sinto bem junto delas, mesmo que seja só de passagem. 

 Flores de uma espécie de salsa? Sei, não

À chegada, perguntam-me se encontrei melhor mundo que o seu e eu não gosto de mentir e digo-lhes que todos os nossos mundos são diferentes, até o mundo das flores. Estas podem sentir-se felizes porque as pessoas que caminham nos jardins e junto aos canteiros, mesmo que se façam cegas, acabarão sempre por as ver.

 Uma beleza nos canteiros

Elas dizem-me que, por muito vistosas que sejam, nem sempre as pessoas são capazes de as observar como seres vivos, nossas companheiras de caminhadas. Seguem fechadas no seu mundo, pensando nas suas agruras e sempre com a pressa de chegar. Nem olham!

 Entre a vida e a morte, num vaso

Só os insectos param e observam as suas belezas e se sentem parte integrante do seu mundo. Todas as espécies de insectos, abelhas, borboletas, vários besouros, ... fazem do mundo das flores o seu mundo e agradecem a sua presença. Muitos dos humanos esquecem-se que, tal como os insectos, também vivem das flores, directa ou indirectamente.

 Uma rosa branca num canteiro, mala posta das abelhas e outros insetos

Mas, as flores têm a sua beleza para nos mostrar e para fazerem com que nos sintamos felizes caminhando junto delas. Elas sabem e nós também sabemos que o nosso mundo a elas deve a sua beleza e a vida. 

 Cores garridas no nosso ambiente

Mas, se sabemos que as flores nos dão vida, também devemos saber que há flores que nos matam. Contudo, nem por isso deixamos de as observar e de lhes agradecer a sua existência porque, indirectamente elas também nos alimentam. As abelhas são a prova de que, comendo nectar de flores venenosas, nos oferecem o seu mel como alimento. 

 Bandeiras ao vento. Se pode matar, porque não morrem os insectos?

Não esqueçam que as flores são fontes da nossa vida. 

O Falcão Peregrino e o Ventor 1

   Ventor

No Cartaxo, num prédio que tinha sido uma cavalariça, com as janelas altas onde só chegava de escadote para as conseguir abrir. Com pouca luz, ouvi um estrondo contra as vidraças de uma das quatro janelas, por onde entrava a luz. Vi uma ave pousada junto à vidraça e pensei que era um pombo. Disse-lhe que já o tirava dali, mas observei melhor e era um pombo grande de mais e verifiquei tratar-se de uma ave de rapina.

Pela forma do corpo e cores das penas, com aquela cabeça de deus Hórus, só podia ser um falcão peregrino. Saiu da janela e voltou a voar contra outra mas como não conseguia a fuga tentou uma terceira vidraça e depois de tanto bater contra os vidros e de se pendurar na parede, tentou melhor situação no chão, à minha frente.

O seu porte é mesmo semelhante ao Hórus dos egípcios. Já está pronto para fazer mais umas tentativas. Levanta voo e pronto! O ímpeto era tão grande que eu não sei como não partia os vidros ou dava cabo dele. Saí da cavalariça e deixei a porta aberta pois era a única forma que tinha de o ajudar. As outras portas estavam fechadas e a porta por onde eu saí não era visível devido a paredes que delimitavam os sítios que separavam os cavalos. Podia ser que ele visse a luz mas insistiu nas vidraças das janelas por onde a luz entrava. Comigo já cá fora, para ir em busca de uma manta para lhe colocar em cima quando estivesse no chão, continuava a ouvir os estrondos das suas tentativas no seu dilema de «ou saio ou morro».

Continua aqui.

Maria - Uma flor viva

  Ventor

Maria III

Para trás ficaremos nós os que te vimos crescer, caquéticos e sós, na esperança de que o teu futuro seja verde, cor de rosa, azul, colorido de todas as matizes que fazem a vida bela. Por isso, todos estes momentos ficarão connosco para sempre, enquanto houver memória.

Maria II

Então, decididamente, voltarás a pegar a mala com força, cerrarás os dentes e prosseguirás rumo ao futuro.

Maria I


Um dia tempo virá em que tu também utilizarás uma mala de cartão. Vais querer viajar, vais querer pousar a mala, vais querer voltar a dizer adeus, vais querer voltar a mandar beijinhos.

Os estorninhos

  Ventor

 ingleses, starlings.

Mas há milhentas espécies de estorninhos, como estes dois, em cima e em baixo. Creio que migram, da Índia para os nossos lados e, depois da estação, fins de verão-outono, regressam a casa.

Estes, eu chamo-lhes os sarapintados, caminham pelas suas autoestradas europeias e vão aparecendo por cá, vêm e vão festejando a vida até aos confins da Europa.

Os estorninhos como este de baixo, são dos que andam mais entre nós. Uns e outros fazem verdadeiros festivais aéreos e com radares bem afinados pois nunca se espetam uns contra os outros em voos concentrados e a alta velocidade.

Mas não podia deixar de vos apresentar este albino, em baixo. Eu também tenho visto um albino, não com um branco tão concentrado, pelos lados do Jamor. Por 3 ou quatro anos ele ia aparecendo sempre pelo início da primavera e, parece-me, que ele vinha sempre cumprimentar-me. Estes animais são uma beleza. Eles estragam colheitas e fruteiras mas temos de partilhar se queremos um mundo mais bonito.


Há belos amiguinhos com cores multifacetadas que começam no branco. Este ano não alimento esperanças de caminhar ao seu lado pelas bandas do rio Jamor e não me parece que continuemos a alimentar a nossa amizade. Se calhar nem me acreditam quando vos digo que é uma maravilha caminhar ao lado dos estorninhos. E, também o seu cântico é uma maravilha.

Abelharucos

   Ventor

Um animal belo que faz o ninho nos barrancos, com uma profundidade de 1,5 metros.

Um abelharuco à porta do ninho, foto do Site Pixabay

Abelharuco, observando o ninho, foto do site Pixabay

São uma beleza de cores. Conheci-os no Algarve, caminhei com eles no Alentejo e, ultimamente, na zona de Santarém.

Uma Carricinha

  Ventor

Este passarinho tão pequenino, é um pássaro minorca. Noutros tempos ela, a carricinha, era uma das companheiras do Ventor pelos socalcos e pelos muros de Adrão, penetrando nos buracos e desafiando o Ventor para brincarem às escondidas. 

Hoje, ela, uma da sua espécie, continua a sarnar o juízo ao Ventor. Nos ramos dos arbustos ou espreitando de entre os ramos dos choupos, ela sobe e desce as margens do rio, de galho em galho, cantando para o Ventor. Uma beleza do nosso Planeta Azul.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Os Amigos do Quico continuam ...

  Ventor

... com o Ventor e o Pilantras.

Os amigos do Quico e do Ventor, são agora, também, amigos do Pilantras. O Pilantras já aprendeu que todos eles são, como dizia o Quico, filhos do Sol.

Como este pintassilgo, uma beleza, amiga do Ventor
O Pilantras, já conhece os pintassilgos, os "pintinhas" do Ventor.
Um dia destes, quando o meu amigo Apolo acabara de se despedir da Amadora, penetraram no choupo, mesmo frente ao Pilantras, uns oito pintassilgos novitos como este. Eu olhava a algazarra que saía da ramagem do choupo e só vislumbrava a parte amarela das asas, a única cor que brilhava na penumbra. Não fosse a algazarra deles e dos pais a tentar mantê-los juntos e eu nem me aperceberia que eram pintassilgos jovens.  Mas, apesar de mal os vislumbrar, no já escuro provocado pela folhagem densa do choupo, ainda deu para seguirem viagem. Terão ficado para aí noutros choupos.
 
Pudera! Com o Pilantras mesmo junto dos seus bicos, embora com os vidros no meio, tiveram mesmo de procurar outro pousio.

Rouxinol observando o Ventor

  Ventor

Um Rouxinol no Lugar do Sol a observar o Ventor e a preparar uma nova cantiguinha.

Em vez de ouvir as lamúrias dos descontentes abrilistas, fui observar os meus amigos no Lugar do Sol. Estes não me deixam ficar mal.

Até sempre meus amiguinho. Obrigado por cantares para o Ventor

O Poço da Ponte em Adrão

  Ventor


O poço da ponte, em Adrão

Hoje foi dia de São João. No dia de São João esse poço era o nosso campo das contendas. Era nesse poço que os rapazes e as raparigas de Adrão iam a banhos neste dia. Para aqueles que não são do meu tempo, podem ficar a saber que o poço não era o que é hoje. Nunca foi fundo mas hoje está cheio de rochas que não tinha. A maior da esquerda estava encostada ao socalco. Todas as outras, com excepção da que está no centro do poço, aquela a que eu tenho chamado o umbigo do poço, estarão a mais. Os anos não perdoam, nem aos poços.