quarta-feira, 10 de junho de 2026

Futebol e Covid-19

  Ventor

É provável que o meu FCP venha a ser campeão. É provável mas não está garantido. Se assim acontecer, espero que se saibam comportar. Não se esqueçam que virão aí mais campeonatos e que todos nós, uns mais que outros, vamos querer festeja-los por mais uns anitos e também não se esqueçam que o SARS-COV-2 só não fará mal aos amantes do dragão se eles se precaverem.

Festejem o Dragão mas não deiam largas ao Covid-19

O SARS-COV-2 está de olhos esbugalhados à espera de como actuar. Deixem que seja o Dragão a dar-lhes umas safanadas, para que vocês festejem, para o ano, um campeonato saudável.

O mesmo digo para todos os que pretendam fazer festas. Não queiram ter uma última festa em 2020. Se tiverem cuidado ainda terão muitas festas pela frente senão a última pode estar próxima. Há pessoas que julgam que isto é uma brincadeira ou então, que o mal só acontece aos outros. Tenham calma porque se tiverem calma poderão ter melhores dias.

Todos nós temos festas. Uns porque levaram a lata, outros porque permanecem, outros porque ... As festas são aliadas do Covid-19. Não lhe facilitem a vida.

Aqui há buracos

  Ventor

Olhem buracos!

Ainda são os mesmos dos meus velhos tempos. A voz autoritária de meu pai dizia-me: "nunca metas os dedos ou as mãos em buracos destes ou debaixo das pedras, Luiz. Pode haver lá bichos maus, até víboras"! Nem nas casotas dos grilos? "Nem nas casotas dos grilos"!

O Luiz ouvia e reflectia.

É mesmo! A vida está cheia de buracos e nuca sabemos qual deles contém o potencial malefício.

As lavadeiras do meu rio

  Ventor


A pedra do controlo, junto ao moinho. Era ali que a minha mãe lavava a roupa. "Luiz, vai ver se não há gente, na pedra, que quero ir lavar a roupa". Se não havia ninguém eu ficava todo contente. Ela lá ia e eu também ia à minha vida. "Não vás para longe"! Claro que não! Não sabia medir os km mas sabia medir as distâncias e calcular o tempo. Era assim a minha vida em Adrão nos princípios do meu tempo.


Jack em Adrão

  Ventor


Adrão tem espalhado gente pelo mundo, especialmente pela América (USA). Jack veio a Adrão pela 1ª vez, tinha cerca de cinco anos. Ouvia seus pais e alguns amigos falarem da terra que os viu nascer. Para ele a única novidade era ser americano. Made in USA. Quando acompanhava a mãe a descer pela Barreira abaixo, ouviu algo que não gostou. "Malditas pedras que eu já não estava habituada a elas". Ele respondeu: «cala-te, mãe, não digas mal das pedrinhas do nosso Portugal"!

Hoje caminha por Adrão como caminharia por Lodi, onde nasceu. Neste dia não tivemos tempo para ver Adrão. Uma médica do Hospital de Braga, via telemóvel, pediu-lhe para regressar ao Hospital, o mais urgente possível. Acabou assim a nossa visita a Adrão.

Adrão, o Eirado

  Ventor

A varanda da tia Bondeira

Esta é a avenida principal de Adrão. Começa na Quelha da Costa, atravessa o lugar todo e vai sair pelo Carril tal como faziam os romeiros que se dirigiam à Senhora da Peneda, antigamente. Do dia 01 de Setembro até ao dia 08, era uma ramboiada por esse caminho fora. Mas hoje Adrão quase não tem gente mas está mais bonita. Os francos, os dólares e agora o euro, têm ajudado. Antigamente a Adrão velhinha recebia os romeiros da Peneda, hoje vão por cima, de carro. Mas este é o meu berço e por isso eu adoro essa terra, mesmo que já me diga muito pouco. Não me perguntem, não há como explicar!

SARS-COV-2

  Ventor

O SARS-COV-2, está a fazer perder a cabeça a todos que se debruçam sobre a sua caminhada. Se ele teve origem nos morcegos como se falou, nunca mais vai acabar, a não ser que os chineses os comam todos.


SARS-Cov-2

Se não for assim, estamos feitos. Biliões de morcegos a semear, por aí, triliões de bolinhas destas, não haverá morcegos que nos safam e podemos montar fábricas de máscaras e líquidos com fartura. Estou a ser pessimista? Sei não!

Morcegos

  Ventor

Há milhões ou biliões de morcegos pela Ásia fora mas os chineses são tantos que não haverá morcegos que cheguem para alimentar tantos comilões.


Morcegos

E o SARS-COV-2? Terá a virtude de salvaguardar a vida dos morcegos? Ao menos isso! Pode ser que a Covid-19 assustou os chineses ao ponto de estes virem a ter medo de comer morcegos? Vocês acreditam que só morreram os os refrenciados?

Escorpiões

  Ventor

Mas, continuando com petiscos, reparem nestes pobres coitados dos escorpiões. Vistos de uma maneira, parecem sorvetes escuros, vistos de outra maneira, parecem uma espécie de gambas com rabos de escorpião.


Escorpiões

Pelo rumo que os chineses dão a estes pobres animais, não tardará muito que o mundo ficará num desequilíbrio total. Com a limpeza que fazem a toda essa bicharada, como baratas, ratos, escorpiões e outros que nem vale a pena falar, ainda um dia desaparecerão como as civilizações maias e incas, que nem bilhete deixaram. O pior é que nós podemos desaparecer também!

Petiscos

  Ventor

Há amigos e amigos que nos permitem aprender alguma coisa com as suas fotos e eu tento passar fotos e letras tal como eles. Estes amigos são PX.


Tostadinhos

Assim, conseguimos conhecer os petiscos utilizados pelos nossos parceiros asiáticos, os chinocas, que têm uma predileção muito grande por grandes petiscos. Neste caso, tanto maiores quanto maiores são os desgraçados dos escorpiões.

Duelo na Savana

  Ventor

História de um búfalo, a que o Ventor chamou Lumi

Olá, amigos!
Lumi era um búfalo amigo do Ventor.
O Ventor e o Lumi conheceram-se nas margens do Rio Lugenda.
Agora, o vosso amigo Quico, vai contar-vos esta história, tão linda quanto terrível, que ouviu ao Ventor. Como já sabem, ele esteve naquela famigerada guerrinha. Foi ali que aprendeu muito na vida! Só vos posso contar algumas coisas porque o Ventor não gosta muito de falar disso. Mas vai-me contando algumas histórias e eu filtro-as para vocês!
Contou-me, por exemplo, esta história a que chamou - Duelo na Savana

Diz o Ventor que histórias na savana se desenrolam todos os dias e há poucos que as contam porque, para além dos entretimentos nos safaris, há pouca capacidade para dar a conhecer aquele mundo belo, mesmo que selvagem.
A vida dos safaris é para ricos, tipos com grana, como dizem os nossos irmãos de além Atlântico. Depois dos safaris, o que querem é sopas e descanso e partir para outras caçadas que, o Ventor, a partir de uma certa altura, repudiou!
Mas, nas savanas, a vida é dura para os nossos lindos amigos que por lá caminham todos os dias. E, desta vez, eu vou contar-vos a história do Lumi, um búfalo de que o Ventor muito gostava.


Búfalos

Lumi, nasceu no meio do capim, num vale da serra de Mecula, bem juntinho ao rio Lugenda, no norte de Moçambique. E, Lumi, poderia ter-nos deixado muitas histórias da sua vida se, por acaso, soubesse ler e escrever mas, os búfalos, ainda só têm a escola da vida. Vida dura, embora o seu trabalho seja só comer e dormir, pensarão muitos de nós. Mas não! A vida do Lumi foi como a vida de todos os búfalos e como a de todos os animais da savana, uma luta permanente! Ele nasceu lindo! Sua mãe começou logo a limpar-lhe o "fato" com que se apresentou perante Apolo, o amigo do Ventor e de todos nós e, ao ver o céu azul, "a tenda de Apolo", terá exclamado: «assim vale a pena»!

Reparou que, à sua frente, os pastos eram verdes e, terá pensado que, no meio daqueles vales, tudo continuaria lindo e valeria a pena viver a vida de búfalo. Quando olhava para a sua mãe considerava-a uma bisarma, cheia de grandeza e força. Imbatível!
De repente, Apolo, o amigo do Ventor, na sequência da sua caminhada, partiu e Lumi apercebeu-se que à sua volta a escuridão era enorme. O terror apossou-se de Lumi. A sua segurança era apenas o cheiro de sua mãe e Lumi, sempre com a cabeça encostada à sua perna dianteira, nunca a largava no meio daquela escuridão horrenda. Ao fim dessa tormenta, começa a raiar, no horizonte, uma ténue luzinha e Lumi começava a observar os pontinhos brancos, no tecto da tenda. De repente, a leste, no horizonte, voltou a nascer outro sol e, ao romper da manhã, toda a família e amigos se espalhou, a comer a erva tenra. Lumi só tinha sentido para os tetos da mãe e não percebia aquele menear de cabeças à sua frente, pelo vale que desce encostas até às águas límpidas do rio Lugenda, numa azáfama permanente e sempre a dar ao dente.

O calor começou a subir e todo o seu Maralhal se começou a encostar pelas sombras frescas do grande arvoredo. Ali, mais em baixo, as águas do Lugenda, caminhavam ao encontro do seu receptor, o rio Rovuma e reflectiam nos grandes montes, a gloriosa luz de Apolo, o amigo do ventor.

Assim, por trilhos maravilhosos, Lumi ia crescendo e caminhando, dia após dia, ano após ano, ao lado de sua mãe, a quem prometera ser seu guardião e, também, ao lado dos perigos que povoam a savana.
Quando os aviões de guerra se aproximavam, fazendo passagens baixas sobre os vales e montes que se debruçavam sobre o Lugenda, o seu ronco, demoníaco, quebrava a monotonia e sossego à família de Lumi. Mas Lumi aprendeu que os aviões do Ventor não faziam mal à sua família e, por fim, ele já se levantava num pulo, sacudindo-se todo, cabriolando, à passagem do Ventor e seus amigos e orneava num som semelhante às vacas da Assureira do Ventor, como que a dizer: «salvé Ventor, verdadeiro rei das savanas, amigo da minha "gente" e da nossa terra que se espalha por todos os vales do Lugenda»!

Nas margens do Lugenda, cheio de água pura nos tempos secos, ou nos lamaçais das suas margens nos tempos de águas revoltas provocadas pelas chuvas, os búfalos, companheiros do Lumi, sabem que devem permanecer sempre alerta, em defesa individual e do grupo, para tentar permanecer tanto tempo, quanto possível, a pisar os capins da savana.

Os anos foram passando e Lumi e os seus, tinham por adversários terríveis, os poderosos leões que, sós, em nada os atemorizavam mas, em grupos, eram demoníacos. Assim, desde pequenino, Lumi viu ficar para trás os menos capazes, por velhice, por doença ou feridos em lutas nupciais, tal como os bois fazem pelos vales da serra de Soajo. Sua mãe, que muito bem o soube tratar e ensinar, tinha-o preparado para a vida de terror que se vivia na savana. Mas sua mãe, já tinha deixado o grupo para sempre e Lumi recordava como ela tinha sido trucidada por um grupo de leões com os quais travara a sua maior luta de sempre em defesa daquela que lhe dera a alegria de se tornar o grande búfalo, "senhor" da savana.

Lumi cresceu, no meio dos seus, nessa luta permanente, entre os vários habitantes que, juntos, disputavam o seio da savana e, mais tarde, constituiu família que ajudou a alargar o seu grupo e com outros grupos acabaram de povoar, bem povoada, de belas manadas, as montanhas da região de Mecula e de todo o Lugenda que, em grandes manadas, como as "vezeiras", no Soajo, caminhavam ao sabor do crescimento do capim, como verdadeiras máquinas enfardadeiras!

Quando as máquinas do Ventor apareciam nos ares dos seus domínios as manadas constituídas por búfalos novos e outros mais atemorizados, corriam por baixo, por entre árvores e arbustos, deixando para trás um lastro de pó que subia, no ar, como o fumo de uma queimada!

Lumi, durante os seus anos de uma vida forte, caminhava sempre, junto dos seus, velando pela segurança de todos, estando sempre na frente da manada, na luta contra os leões esfomeados. O grupo do Lumi, numa terrível luta com leões, na defesa de sua mãe, chegou a isolar um leão de um grupo de 12 e desfazê-lo à cornada, lançando-o pelos ares de cabeça para cabeça, como se fosse uma bola, até o desfazerem todo. Esta foi a maior luta do Lumi! Mas a vida, na sua caminhada pelo tempo, prega-nos partidas a todos e Lumi não foi excepção. A velhice começou a apoderar-se de Lumi e, nas suas pernas, começou a faltar-lhe a força de outrora. Começou a ficar para trás, isolado, tentando apanhar mais umas ervas, deixando de acompanhar a manada, como sempre deveria ser feito. A velhice é meio caminho para o isolamento, para a solidão e, desta, para a morte.

Faltam as forças e com elas a vontade de prosseguir nos mesmos trilhos da vida e isso leva a que um grupo de leões cerque o Lumi e não lhe dê oportunidade de fuga porque, à sua volta, estava a força da morte constituída por 10-12 leões e as suas pernas já não podiam partir para as lutas de que sempre tinha feito parte para salvação de todos. Agora, Lumi, estava só!


Leões

Lumi tenta defender-se à cornada, mas este gesto que obriga os leões a um movimento permanente, também o vai cansando. De repente um leão salta-lhe para cima do lombo e começa a morder-lhe a coluna, outro agarra-lhe o rabo, outros vão mordendo por onde podem e, as últimas forças das pernas do Lumi são para se manter de pé, não se deixar cair porque, logo que caia, tudo terminará! Lumi consegue berrar alto pelos seus companheiros e, dois deles, filhos do Lumi, voltam para trás, em direcção do chamamento e vêm Lumi, de pé, com seis leões agarrados a ele e outros tantos a tentarem tomar posição.

Os dois búfalos investem furiosamente sobre os leões, enquanto outros se aproximam. Os leões debandam espavoridos e o velho Lumi a sangrar por vários pontos do seu corpo, sem nunca ter caído, não tendo dado chances de lhe agarrarem a garganta, tenta ainda investir contra os leões, mas mal se mexe. Os dois filhos e outros amigos levaram-no a tentar apanhar a manada e os leões, já cansados, ficaram para trás a vê-los partir.

Lumi foi metido no meio da família e dos amigos mas, o calor apertava e, ao cair da tarde, têm de ir beber água às margens lamacentas do rio Lugenda. Descem todos rumo ao rio e empanturram-se de água. Sede saciada, preparam-se para partir mas o grupo dos leões acompanharam-nos ficando na sua retaguarda, deitados, a vê-los beber. Sai tudo da água e tomam o seu rumo mas, na saída dos últimos, estava o Lumi.
O Lumi tinha dificuldades em sair da água. As pernas estavam atoladas nos lamaçais, continuava a sangrar das dentadas dos leões e o seu corpo tornava-se cada vez mais pesado. Quando os últimos búfalos estavam a sair da água, os leões continuavam com o olhar no Lumi.

Alguns búfalos voltam atrás para ajudar o Lumi, mas ele não tem forças para sair. Um búfalo investe sobre os leões, outro segue-lhe o encalço e outros preparam-se para lhes seguir o exemplo, os leões que eram muitos fogem, mas duas leoas intrépidas entram, água dentro, e atacam o Lumi dentro de água pela última vez. Lumi sem forças e com as pernas presas nos lamaçais, não aguenta o impacto e cai. Uma leoa ferra-lhe os dentes na grande garganta e a outra segue-lhe o exemplo e, Lumi, debate-se, mas preso no lamaçal pisado, cheio de buracos, nada consegue fazer.

Os búfalos que foram atrás dos leões regressam, olham a água e vêm que já nada conseguem fazer pelo seu velhadas. Enquanto a sua veia jugular se esvai em sangue, Lumi ainda os vê quando o branco do seu olho começa a tomar posição sobre a pupila negro-castanha. Ele olha as árvores da margem, olha os amigos e vê, pela última vez, o céu azul daquele que tinha sido o seu mundo. No seu último suspiro ainda terá dito: "adeus companheiros"!

Post completo com fotos ...

Amor de pedra feito

   Ventor

Uma das 7 Maravilhas!

Hoje vou falar aqui de campainhas que tocam, que fazem trim-trim, no meu cérebro.
Há palavras que, quando ouvidas, soam como o trim-trim de uma campainha. Por exemplo: Ormuz ou, se preferirem, o Estreito de Ormuz..

Desde criança que Ormuz é, na minha cabeça, algo de especial. Esta palavra faz referência ao nosso antigo "Império das Índias". Com Ormuz, acompanhando Ormuz, tenho muitas outras, como Cochim, Bombaim, Calcutá, Goa e sei lá quantas mais! Outra palavra que tem uma sonoridade especial e que não tem referência como um nome histórico, é cambraia! Cambraia, vejam lá! Ela faz parte da nossa globalização.

Mas vou voltar a Ormuz. Ormuz é aquele famoso estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico, mas para mim, essa palavra é um fenómeno total. Portugal, um país pequeno já foi tão grande, já travou tantas batalhas por esse mundo fora e pode também mostrar a sua grandeza pelas batalhas travadas pelo controlo de Ormuz.

Por pouco ou muito tempo, nós já fomos senhores do Estreito de Ormuz! E imaginem só que, nessa altura, ninguém ligava ao petróleo. Calculem como seria, na época, se nós lutássemos por Ormuz, por causa do petróleo, se travássemos essa luta por uma estratégia que visasse o domínio dos poços do petróleo, ou das rotas do petróleo. Seria espectacular!

Mas não. A nossa luta era uma luta de fèzadas! Tínhamos a fèzada de dominar a rota das especiarias, terminar com os trilhos das caravanas que atravessavam os desertos, via Samarcanda e rebentar com o domínio Otomano! No fundo, no fundo, a nossa guerra era pela fé e pelas especiarias. Derrotando o domínio Otomano e dos seus aliados, no Estreito de Ormuz, nós mostrávamos aos Otomanos que tínhamos um ou vários desígnios. Acabar com a corrida das sandálias pelos caminhos de Samarcanda, estarmos frente aos inimigos de séculos, no seu seio, quer no domínio religioso, quer no domínio económico, quer no domínio estratégico. Isto tudo para bem da fé cristã, para bem de Portugal, para bem da Europa e também, mesmo que não pensássemos nisso, pela globalização!

Conseguimos fazer o chá entrar na Corte de sua majestade Britânica com outra celeridade e sem a necessidade da intermediação directa ou indirecta dos otomanos. Depois foi o diabo. Tudo por causa de uma coroa! Os inimigos de Espanha passaram a ser os inimigos de Portugal. Os inimigos europeus de Espanha e portanto de Portugal, aliaram-se, pelos lados da Índia, aos inimigos de Portugal, aos persas, aos otomanos, a príncipes, a "rajahs" ... talvez fresquinhos! Mas tudo acabou.

Hoje somos pacíficos! Não temos estratégias para os estreitos de Ormuz, de Malaca, de Adem, ou outros e, na prática, não temos inimigos. Mostramos ao mundo que continuamos a ser Portugal. Tentámos seguir as Nações Unidas a impor a sua paz podre por esse mundo fora e vejam lá, até anunciamos ao mundo quais são as suas belezas!

Para já eu vou pegar numa dessas belezas que vai passar a ser uma campainha mais acentuada, uma vez que ela já o era..

Quando decorria a escolha para as novas 7 Maravilhas do Mundo, eu pensava em várias Maravilhas que existem nos domínios estratégicos que dominam e cercam o Estreito de Ormuz. Caminhava pelo Decão, em sonhos, e topava com aquela beleza burilada de pedra de mármore branco a que um dia, um amigo meu, chamou «Amor de Pedra Feito"! Uma obra edificada em nome do amor e pelo amor.

É também em nome do amor que eu dedico este post ao Estreito de Ormuz caminhando pelo Taj Mahal. Se dependesse de mim, faria tudo para que as civilizações, ocidental e oriental, transformassem o Estreito de Ormuz, no Estreito do Amor! E votava nele como uma das futuras belezas naturais da Humanidade!

Agora falando do Mausoléu, Taj Mahal, pois é de um Mausoléu que se trata, como uma das 7 Maravilhas do Mundo, para os menos atentos, é bom relembrar que fica lá para o Norte da Índia, na cidade de Agra e que a sua construção foi levada a cabo por uma força operária de cerca de 22.000 homens que vieram de várias cidade orientais trabalhar neste soberbo monumento.

Foi o Imperador Shah Jahan que o mandou construir em memória da sua esposa favorita, Aryumand Bonu Begam, a quem chamava a Mumtaz Mahal, a «Jóia do Palácio». Ela morreu a dar à luz o seu 14º filho! Por isso, pelo amor que lhe tinha e pela sua morte precoce, Shah Jalan, mandou construir o Taj Mahal como o seu Mausoléu sobre o seu túmulo, junto ao rio Iamuna (o 2º rio sagrado dos índios, depois do rio Ganges, e que dá de beber a mais de 50 milhões de indianos).

O Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. O Taj Mahal foi incrustado com pedras semi-preciosas como o lápis-lápis-lazúli, entre outras. A sua cúpula foi costurada com fios de ouro. O seu corpo principal é constituído por duas mesquitas e quatro minaretes e podemos considera-lo uma obra fabulosa, lindíssima e digna de ser dignificada como uma das 7 Maravilhas do nosso Mundo.


Taj Mahal

Diz-se que Shah Jahan terá pretendido fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original, na margem oposta do rio Iamuna, todo em mármore preto, mas esta obra ter-se-á gorado devido a ter sido deposto por um dos seus filhos, antes das obras serem iniciadas.

Apesar de tão grande opulência, o Taj Mahal é, na verdade, um gigantesco Mausoléu e não um palácio como normalmente se julga. Conta a lenda que, depois de terminados os trabalhos, os artesãos tiveram as suas mãos decepadas para impedir que pudessem fazer alguma reprodução. A ser verdade, isto será uma grande nódoa na beleza do Taj Mahal!

Mas relembremos que as belezas do mundo foram levadas a cabo porque o homem sonha e como devem calcular, sonhar não é pecado. Imaginem que o Shah Jahan levava a cabo o seu sonho de construir uma réplica de pedra mármore preta, no lado oposto do rio? Bem, se olharem com olhos de ver a grandiosidade do Taj Mahal branco de um lado do rio e outro Taj Mahal preto, na outra margem, imaginem o espectáculo que seria observar aquelas duas obras, integradas como se fossem uma só a abraçar o rio Iamuna. O rio Iamuna passa por trás do Taj Mahal. Dá para imaginar?

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Rola Brava

  Ventor

A rola brava é uma das belezas do Ventor, como já foi dito neste post.

Mas o Ventor, sempre que caminha, leva os olhos postos nas árvores, no chão verde, nos bosques e, na procura dos seus amigos penudos, especialmente dos seus amigos de criança, como os pombos bravos, os gaios, as poupas, os cucos e, sem nunca se esquecer das rolas bravas como estas.

Disse-me o Ventor que, caminhava uma tarde destas, nas margens do rio Jamor e colocou-se um pouco à sombra de uma árvore, quando lá longe, esvoaçavam pombos torcazes e outras aves que lhe pareciam rolas. "E se forem rolas bravas"? ... pensou ele junto de um melro! O melro disse-lhe: «elas andam por aí, Ventor, eu já as vi». "Oh, black, tu tens a certeza"? «Absoluta, Ventor. Elas topam-se à légua»!
Assim foi. O Ventor ficou por ali um pouco e, de repente, sentiu um bater de asas especial. Ali, perto do Ventor e do melro, estava um charco de água suja, lamacenta onde, de vez em quando, passam carros. Caminhando nesse trilho, rumo ao charco, lá vinha uma menina linda do ventor a célebre (Streptopelia turtur), a nossa rola brava ou rola-comum. O Ventor ficou quietinho, na sombra. Nem acreditava que a sua beleza se dirigia para ele. Nem se mexeu, só para a observar. Lá atrás, vinha outra, seria o seu par. O Ventor nem mexeu a máquina! Viu-as beber água, como as via em Vila Cabral. Em Vila Cabral, eram sempre grupos delas. Elas beberam e dirigiram-se para as árvores. O Ventor continuou a caminhada dirigindo-se para o carro. Pegou no carro e levou-o para o local do charco, mais em cima. Dali, pela janela do carro fotografava, com a máquina no silêncio, toda a passarada que ia ao charco.

Dentro de algum tempo, outro casal de rolas bravas, caminha direito ao charco. Apontei a máquina e esperei. Elas viram o carro e desconfiaram. Uma ainda tentou esboçar um voo de fuga, mas não. Como eu fiquei quietinho, ela dirigiu-se ao charco e a outra logo atrás, meteram o bico todo pela água dentro e mataram a sede. Saíram da água, sempre a olhar-me de lado. Pararam a cerca de 15 metros de mim. Uma deitou-se e a outra, depois de observar tudo em volta e voltar a olhar o carro, deitou-se também. Ficaram as duas ali, deitadas (foto de cima) e eu, alegre e silenciosamente ia disparando a máquina.
O Ventor disse-me que elas lhe disseram:

«Estamos tão cansadas Ventor que tu nem imaginas. Já viste a nossa vida? Depois de voarmos sobre os céus de África, de observar os charcos, desde as alturas, era sempre uma tormenta para matarmos a sede. Aqui é a mesma coisa. Voamos mais de 10.000 km, para nos podermos reproduzir e, para mal dos nossos pecados, depois de termos os nossos filhos criados, somos submetidas a intensos tiroteios só escapando à tortura e à morte, cada vez menos de nós. Tu ainda nos vais vendo e eu sinto que nos teus olhos só está presente o prazer da nossa companhia. Um dia, Ventor, muitos ficarão esperando a nossa chegada, como tu fazes hoje e não nos verão. O nosso destino será o destino da maioria das espécies que ainda vivem neste nosso Planeta Azul.

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Ontem observei as flores

  Ventor

Ontem tive de ir às compras. Tive de ir comprar comer para o meu gato, aproveitei e também comprei para nós. Estava de chuva e resolvi ir ao Auchan. Tinha algumas coisas para observar de casa lá e no regresso. Armadilhei-me todo para a chuva e para chatear o coronavírus um "amigo" de estimação que me arranjaram. Coloquei o buço para não o morder, meti as mãos nas luvas para não o arranhar e meti-me a caminho. Também pensei que o meu carro estivesse zangado comigo por não lhe aparecer, mas não. Portou-se muito bem. Mas tive uma surpresa! Vi algumas flores, as mais destacadas, malmequeres amarelos e papoilas.

A beleza de uma papoila

Nem imaginam como fiquei contente ao observar as flores e, caminhando entre elas, a minha amiga Primavera toda molhada, caminhando  descalça à chuva, com os cabelos escorridos, dourados e com a coroa das suas preferidas com um aspecto vitorioso, até parecia a minha amiga Diana quando se banhava nas águas do rio Eufrates e, enquanto o Ventor fazia flechas para o seu arco, ela fazia a sua coroa com as suas flores favoritas.

De resto pareceu-me que tudo estava a funcionar bem ou, pelo menos, tal como está estipulado pelas entidades oficiais. Não fosse aquele bafo podre esvaziado pelo "premiere" quando esquece a luta contra o coronavírus e se põe a arrotar a podridão política do seu PS e não haveria nada a dizer. Não tenho nada a dizer a não ser que nunca imaginei vir a estar detido em casa por fedorento bichinho a que chamam coronavírus. Cuidem-se.

Companheiras das quatro estações ...

  Ventor

--- mas não as quatro estações de Vivaldi!

 Flores no Lugar do Sol, no dia de Natal

Estas, entre muitas outras, são representantes das minhas velhas Flores de Inverno. Foi assim que este Blogue nasceu e é assim que ele continua a ter vida. Exactamente, flores de inverno que rebaptizei como Flores da Vida.

Uma rosa de Mafra, escadas do meu amigo Checa, na véspera do Natal

Rosas no Lugar do Sol, no dia de Natal

Flores de inverno porque elas são representantes das minhas caminhadas deste inverno, no dia de Natal. São flores de Mafra e flores do Lugar do Sol.

Camélias de Mafra, escadas do meu amigo Checa, na véspera de Natal

Belezas rosa, no Lugar do Sol, no dia do Natal

Por isso eu coloco-as aqui para recordar às gentes das alcatifas que, se caminharem nas velhas alcatifas do Ventor, durante o inverno, também encontram flores e flores lindas! Aliás, até parecem mais bonitas! As gotas de orvalho também fazem brilhar a sua beleza e, o próprio nevoeiro tenta esconder-se pelos matos dentro, onde não hajam flores.

Flores no Lugar do Sol no dia de Natal

Amores-perfeitos no Lugar do Sol, no dia de Natal

Rosas no Lugar do Sol, no dia de Natal

Mas eu não estava apenas a mostrar aos meus amigos a existência das minhas flores de inverno. Tenho mais algo para vos dizer, especialmente, aos amigos do Facebook que possam e queiram caminhar por entre as minhas flores de inverno.

Hoje é o último dia do Ano de 2017 e, por isso, quero deixar aqui os meus votos de umas BOAS FESTAS no saltinho para o Ano de 2018. Espero que todos tenham chegado ao fim deste ano com muita saúde e pés firmes para darem o tal salto.

Flores no Lugar do Sol, no dia de Natal

Rosas no Lugar do Sol, no dia de Natal

Eu sei que, a muitos de vós, não cheguei a desejar-vos os votos de um feliz aniversário pelo ano fora e, àqueles que me passaram por não fazer as minhas caminhadas com mais assiduidade só tenho de desejar que, no ano que vem, as festas dos vossos aniversários sejam cheias de saúde e tudo que seja bom para vós.

Camélias de Mafra, escadas do meu amigo Checa, na véspera de Natal

Gentiana Pneumonanthe

   Ventor

Sim, é esse o nome. Gentiana Pneumonanthe ou, ainda, gentiana-de-turfeiras. É uma flor das regiões alpinas europeias, isto é, de regiões de altitude, como a área da Pedrada, na serra de Soajo. Ela aparece nessa zona e floresce desde Agosto a Novembro

Ela aí está! A minha gentiana favorita, aquela que caminha a meu lado, pela Serrinha, pela Corga da Vagem, pela Pedrada.


Uma gentiana, uma das minhas flores azul

 Um dia, em Setembro, caminhávamos nós do Alto da Derrilheira para a Corga da Vagem e, à minha frente, ia uma flor francesa e a sua mãe: Judite e Alice. Eu ouvi: "mãe quando vemos a Pedrada? Ainda fica longe"? Eu também olhei a ver se faltava muito para a Judite descortinar a Pedrada. É um pouco desolador para quem não conhece, subir do Poulo do Muranho ao Alto da Derrilheira, olhar na direcção da Pedrada e não a ver quando já leva na mente que, por trás da Derrilheira fica o Alto da Pedrada. Mas existe uma saliência que nos bloqueia a Pedrada.

 Gentianas, na Corga da Vagem

As gentianas gostam dos solos de altitude

Nessa ocasião, em Setembro de  2001, eu ainda não tinha descoberto, nas minhas montanhas Lindas, esta bela flor azul. Caminhava então, apenas e só, com os olhos à procura da Pedrada, como sempre fazia e tal como a Judite fazia nesse momento.

Hoje, faço essa caminhada, inclinando-me sempre para a minha esquerda, com um olho à procura duma ou mais corsas, e com o outro à procura, da minha bela gentiana azul. A Pedrada sei que não sai de lá e sei exactamente onde ela permanece.

Mas não é fácil encontrar as gentianas entre as carqueijas, as carrascas (ericas), os tojos, as urzes, as ervas, ... É necessário levar um olho ou os dois a vasculhar o solo. Também há gentianas mesmo junto ao Alto da Pedrada, na encosta que se debruça sobre as Forcadas.

Acho esta flor uma beleza. Tenho pena de as fotografar cheias de pó e nunca as apanhar lavadas depois de uma chuvada

Mas tenho uma certeza, quanto às minhas caminhadas ao lado das gentianas azuis. Nunca as verei numa jarra, na minha sala, porque não sou capaz de as tirar do solo que lhes dá vida.

Mantenho para mim que todo o ser vivo está apegado à vida e acho que as gentianas batem-me palmas ao verem-me caminhar naquelas belas alcatifas, fazendo tudo para não as machucar debaixo das minhas botas. Vasculho o chão observo as gentianas e calculo as passadas a dar sem pisar uma gentiana que me apareça pela frente.

Flores à Porta

  Ventor

 Belezas brancas que me dizem: "bom dia, Ventor"

Elas observam as minhas partidas para as minhas caminhadas e esperam as minhas chegadas e elas sabem que eu me sinto bem junto delas, mesmo que seja só de passagem. 

 Flores de uma espécie de salsa? Sei, não

À chegada, perguntam-me se encontrei melhor mundo que o seu e eu não gosto de mentir e digo-lhes que todos os nossos mundos são diferentes, até o mundo das flores. Estas podem sentir-se felizes porque as pessoas que caminham nos jardins e junto aos canteiros, mesmo que se façam cegas, acabarão sempre por as ver.

 Uma beleza nos canteiros

Elas dizem-me que, por muito vistosas que sejam, nem sempre as pessoas são capazes de as observar como seres vivos, nossas companheiras de caminhadas. Seguem fechadas no seu mundo, pensando nas suas agruras e sempre com a pressa de chegar. Nem olham!

 Entre a vida e a morte, num vaso

Só os insectos param e observam as suas belezas e se sentem parte integrante do seu mundo. Todas as espécies de insectos, abelhas, borboletas, vários besouros, ... fazem do mundo das flores o seu mundo e agradecem a sua presença. Muitos dos humanos esquecem-se que, tal como os insectos, também vivem das flores, directa ou indirectamente.

 Uma rosa branca num canteiro, mala posta das abelhas e outros insetos

Mas, as flores têm a sua beleza para nos mostrar e para fazerem com que nos sintamos felizes caminhando junto delas. Elas sabem e nós também sabemos que o nosso mundo a elas deve a sua beleza e a vida. 

 Cores garridas no nosso ambiente

Mas, se sabemos que as flores nos dão vida, também devemos saber que há flores que nos matam. Contudo, nem por isso deixamos de as observar e de lhes agradecer a sua existência porque, indirectamente elas também nos alimentam. As abelhas são a prova de que, comendo nectar de flores venenosas, nos oferecem o seu mel como alimento. 

 Bandeiras ao vento. Se pode matar, porque não morrem os insectos?

Não esqueçam que as flores são fontes da nossa vida.