segunda-feira, 25 de maio de 2026

O Pilantras - o grande amigo do Ventor

  Ventor

O Pilantras corre tudo nas peugadas do Quico!


Pilantras, uma amigo do Quico e do Ventor

Pilantras, o gato que tenta fazer tudo o que o Quico fazia para ocupar o seu lugar ao lado do Ventor.

O Pilantras continua uma beleza mas está um pouco longe daquilo que era o Quico. Enquanto o Quico via os bichos no computador, o Pilantras procura caçá-los, quer em forma real quer em forma virtual.

Ele tenta fazer como o Quico mas não é capaz. Como diria o outro, "c'est la vie"!

A Transumância

  Ventor

O Ventor fala-me de Transumânsia. A transumânsia dos gados de Soajo e de Adrão, da serra de Soajo para a serra da Peneda na segunda metade do verão. Ele conta-me tudo!

Este era o Poulo de Adrão nos montes Laboreiro.

Era neste local, em redor do Poulo de Adrão, que a malta de Adrão tomava conta do seu gado e o mantinha controlado por ali, para que não fosse roubado por estranhos, nem atacado pelos lobos que antigamente podiam atacar os vitelos e não só. Nos anos 50 haviam bastantes lobos nas nossas serras.

Uma manhã de Agosto de um ano da Graça do Senhor da Esfera, muito cedo, o Ventor, ainda pequeno, vinha da lavoura da veiga com uma braçada de ervas e alguns pés de verde milho partidos, para alimentar uma vitela que se chamava Nova. Ao chegar à fonte do Cabo do Eido, atravessou à sua frente uma manada de vacas desconhecidas e, entre elas, um grande boi. Era o “boi das vacas” de Soajo. Era assim que ele era conhecido pelos de Adrão, e o Ventor ficou muito admirado de ver ali o boi de Soajo. O Ventor conheceu-o logo porque o tinha visto junto à casa florestal do Vidoeiro, quando a malta de Adrão foi autorizada pelo Guarda da Floresta, o seu amigo Martins, a levar o gado para a área florestal dos montes que se debruçam sobre Bordença. Era um bom boi e perguntou aos dois homens que matavam a sede na fonte e as orientavam, porque andavam ali as vacas das gentes de Soajo.

 A Naia

Esta foto, representa a Naia, hoje atravessada por aquele estradão que pretendia chegar até ao Poulo do Muranho, era o local oposto aos montes Laboreiro, o outro planalto em frente.

Eles disseram-lhe que as vacas iam para os montes Laboreiro pelos lados de castro Laboreiro. O Ventor, sempre que ouvia falar em Castro Laboreiro só lhe vinham à mente os cães daquela região e o seu Jolim, um cão que seu pai teve quando ele era pequenino. De resto calculava que devia ser tudo igual.

Os carros de bois, as vacas, as ovelhas, as mulheres vestidas de negro, pelos que morriam e pelos que se metiam audaciosamente nos caminhos de França. Pelos caminhos da aldeia andariam as galinhas e os porcos e caminhariam, à frente das suas gentes, as vacas e as ovelhas. Não haveriam grandes diferenças!

Mas o Ventor só sentiu a força da transumância quando o seu amigo, o Joaquim Brasileiro (que o Senhor da Esfera o tenha a seu lado, pois veio a saber que faleceu), lhe veio dizer: «Ventor, amanhã não podemos ir às trutas». “Não podemos porquê”? – Perguntou-lhe o Ventor.

 “Amanhã vou com o meu pai ou com o meu avô, ainda não sei, levar as vacas à Peneda, porque os de Soajo já aí vão com elas e as nossas vão ter de descer da Naia e pôr-se a caminho”!
Estavam em Agosto e os montes secos e com pouco comer. Estava a começar a grande caminhada rumo aos Montes Laboreiro. Nessa época o Ventor ainda era muito pequeno para perceber tudo o que se passava à sua volta, mas sabia que os de Adrão se revezavam na sua vez de guardar os gados que iam para os montes Laboreiro. Era a vezeira!
 
Fraga da Nédia
Esta é a base sul dos montes Laboreiro. A grande fraga em frete é conhecida por Fraga da Nédia. Quando era miúdo, havia uma história que contavam sobre duas meninas que ali morreram. Elas eram duas irmãs, pastorinhas que andavam naqueles monte, e foram par o topo daquela fraga pentearem-se uma à outra. Depois, na brincadeira, uma caiu e agarrou-se pendurada num pinhasco, pediu ajuda à irmã que lhe foi dar a mão e caíram as duas pela fraga abaixo. Era uma boa chamada de atenção para todos aqueles que se aventuravam por recantos que não deviam. E era eficiente, pois no meu caso, lembra-me sempre delas.
 
A vezeira era formada por gados de várias pessoas que durante algum tempo, normalmente semanal, era guardado por duas ou três pessoas, que se iam revezando durante o tempo que as vacas parassem, neste caso, pelos lados dos montes Laboreiro.
Aí o Ventor sentiu a estucada dos vizinhos. O seu amigo iria tratar dos seus afazeres para levar as vacas rumo à Peneda e a pesca das trutas ficava para mais tarde. Diz o Ventor: - “Eu andava sempre com a ideia de me afoitar em ir até Montes Laboreiro e apreciar aquilo tudo, de que o meu pai me falava, mas por várias razões, nunca aconteceu. Era uma boa estirada para fazer só e a tempo. Não sei se os riscos seriam grandes ou pequenos mas eu gostava de correr riscos»


Mãe e filho continuam a dar vida às minhas Montanhas Lindas
«No entanto, aos 15 anos, parti rumo a Lisboa e só alguns anos mais tarde tive oportunidade de conhecer Castro Laboreiro e os penhascos daqueles montes que, para mim, seriam diabólicos, atendendo às observações que fazia da Fraga da Nédia que olhava com muita atenção a partir da Portela de Baixo e, também, quando caminhava pela Naia, rumo ao Muranho e à Pedrada. Nessa primeira caminhada por Castro Laboreiro fomos de Lisboa pelo Gerês, entramos em Espanha pela Portela do Homem, atravessamos umas aldeias espanholas e entramos em Portugal pelos lados de Castro Laboreiro. Foi uma bela caminhada, mas já chegamos tarde e não deu para ver grande coisa pois ainda queria ver as minhas montanhas lindas com dia».
 
 

Elas são tão lindas que merecem todo o nosso cuidado. São mesmo as rainhas das montanhas

«Não tendo tido oportunidade de participar na última das transumâncias do meu tempo, resta-me recordar as dificuldades que a minha gente tinha, nesses tempos, para levar de vencida a sua caminhada neste mundo. Hoje, creio que não haverá ninguém a levar de Soajo ou de Adrão ou de qualquer outra aldeia, os seus gados para os Montes de Castro Laboreiro ou arredores. Mas numa conversa, em Adrão, com a irmã mais nova do meu amigo Joaquim, a Fátima, fiquei a saber que foi o seu pai o último homem de Adrão a levar as suas vacas da serra de Soajo para os montes Laboreiro e que ela, terá sido a última mulher a partilhar esse trabalho, ajudando-o».
 
Agora temos trilhos de asfalto, mas os do nosso gado são inesquecíveis
Quando as Primaveras eram quentes, as vacas, começavam a subir mais alto pelos fins de Maio e pelo mês de Junho as noites aqueciam e elas começavam a perder a vontade de vir para as cortes. Começavam por ficar pelos Poulos da Chãe do Boi, depois pela Naia e de seguida começavam a ficar pelo Muranho até se afoitarem a subir à Corga da Vagem, ao Curral do Pai, à Seida por onde ficavam todo o verão, ou então, algumas delas eram levadas para a Peneda pelos meados de Agosto. O gado rapava as montanhas da serra de Soajo e, a partir dessa altura, havia famílias que tinham por tradição praticar a transumância para a Peneda, onde havia mais comer, e lá por fins de Setembro e às vezes já no Outono, as vacas regressavam dos montes da Peneda bem gordinhas, sendo algumas levadas para as feiras dos «Primeiros de Soajo», onde, a sua venda renderia mais alguma «notas». Notas de 100$00 (cem escudos).
 
A vossa pose é majestática
«Esta era mais uma das formas de viver das gentes de Adrão e Soajo, até ao último quartel do século XX. As vacas rumavam à Peneda e os seus donos acompanhavam-nas, revezando-se, abrigando-se dos lobos, das noites frias e das chuvadas, nos célebres «iglos de pedra» - os nossos Cortelhos. Nos cortelhos eles faziam o velho «caldo d’unto», para lavar as tripas (como diziam então) e comiam o bacalhau, muita vezes contrabandeado de Espanha com pão de milho e, sempre que possível, pão com chouriço e presunto que, nessa altura do verão, nem sempre havia».
 

Os iglos de pedra são os nossos verdadeiros monumentos

«Depois veio a nossa Diáspora em grande escala, com a ida dos homens para França e depois daqui para a América e não só, ficando apenas as mulheres, que de seguida começaram também a sua partida para mundos que só ouviam falar. As aldeias esvaziaram-se de gente, de animais, de tudo! Na prática, em muitas delas, pouco mais ficou que as ossadas daqueles que partiram para a última viagem. O resto já tu sabes».

Transição inverno - primavera

   Ventor

Passou sobre mim e, praticamente, todos vós, mais um inverno - o Inverno e a Primavera de 2016.


Como são belas as flores rosa, estas como as flores das malvas, dão um belo tom rosa no verde dos nossos campos

Não fiz grandes caminhadas este inverno mas, ainda deram para observar as flores - as minhas Flores de Inverno. Eu e as flores nunca nos abandonamos. Nem eu a elas nem elas a mim.


Caminhava eu, há dias, na serra da Mira, entre os lírios selvagens, e aqui e ali, me esperavam as papoilas

Olhamos-nos, observamos-nos e, até o meu amigo Apolo sorri lá de cima. Ele sabe que as flores de inverno encantam. Todos os anos, o velho inverno passa o testemunho à sua jovem irmã, sempre acompanhado de flores. As flores nascem e morem todo o ano e, são as flores de inverno as que mais me encantam.


Também o tão amarelo desta espécie de campainhas, lá estava me esperando

Porquê? Talvez porque, nem a dureza do tempo as faça desistir. Elas levantam as suas pétalas para dizerem, "olá, Ventor"


 Caminhando na serra de Sintra estavam as ericas, as minhas belas florezinhas rosadas ...


 ... e, junto, as belas urzes brancas. Bastam elas para me levarem à serra de Sintra

Quando comecei a ter mais tempo para voltar a observar as flores, normalmente, tinha o hábito de esperar a Primavera e o Verão, como nos meus tempos de criança, pelos arredores das minhas Montanhas Lindas. Mas comecei a verificar que, de facto, as flores me observavam a mim, durante todo o ano. E foi no Inverno que eu resolvi observar melhor as flores e escrever sobre elas, neste blog, chamando-lhe, "Flores de Inverno". Com o tempo resolvi mudar-lhes o nome para, "Flores da Vida". Comecei a pensar que, realmente, as flores são a vida de todos nós, são a nossa fonte de vida. Não esqueço as flores do pessegueiro, da macieira, da pereira, da ameixeira ... e, tantas outras. 



Também passei pelo Cabo Raso e lá estavam as flores selvagens do açafrão. Belezas de inverno para animar as minhas caminhadas

Eu observava a sua beleza e, depois, aguardava, dia após dia, a chegada dos frutos que via crescer e esperava que eles amadurecessem e, quantas vezes, os comia verdes, como a maçãs e as peras.




 Também no Cabo Raso, estavam as silene litorea da areia e essas coisinhas brancas de cima, para me animar

Com a chegada da Primavera chegam mais flores que se juntam a tantas outras que existem pelo inverno fora. E não são poucas! Até as papoilas caminham a meu lado, durante o inverno. Já me apercebi que o Inverno não tem coragem de não tratar das flores para que a menina bonita de todos nós, a sua irmãzinha,seja recebida com as suas honras.


Mas pelos nossos campos a brancura de outras silenes rupestris ... 


 ... e o colorido da pervinca, animam as minhas caminhadas

Mas não é só isso! Caminhava, há dias, na serra de Sintra e fui visitar umas urzes brancas, muito especiais, para ver como estavam as suas flores. Do seu interior chegou uma voz. "Tem calma, Ventor, olha que não és só tu que dedicas tempo às flores da urze! Eu sei que tu, tal como eu, gostarias muito de voltar a caminhar entre as urzes roxas. Mas tu e eu temos de nos contentar com estas urzes branquinhas. E não te esqueças que a menina Primavera, voltará a espelhar a sua alegria com a sua auréola de flores, entre as quais estarão as flores da urze branca". Claro que eu continuo a acreditar nos meus amigos duendes! Se não acreditar, o mundo não presta!


 Estas flores que não sei como se chamam, emproam-se para me verem beber o café e comer o travesseiro, por Sintra

Acredito pois! Ela vai chegar hoje às 04:30 horas da manhã e, como não me vai ver, esperará que a luz do nosso amigo Apolo nos alcance e nos faça voltar a rir, dançar, pular, abrir os braços e contemplar tudo o que, apesar de tudo, este mundo ainda tem de belo.




Mas Sintra também é uma terra de camélias que se põem bonitas para receber o Ventor

As flores são lindas e tu trazes mais, Primavera. Espero continuar a caminhar entre as flores que o Inverno nos deixou e aquelas que tu nos trarás.

Bem-vinda, Primavera!

O Carvalho da Mata de Albergaria

  Ventor

Este carvalho deve ser um carvalho cheio de histórias que ninguém escreveu. A estrada passa junto dele e no seu interior dá a sensação que cabe um carro. Pelo menos, pela sua vida fora, terá servido de abrigo a homens e a lobos.


Já vão anos que continuas a caminhar a meu lado, carvalho lindo

Eu não tive tempo para ouvir a história que ele teria para me contar e tenho pena que assim tenha sido. Ele faz parte de uma das florestas de carvalhos mais lindas de Portugal - a Mata de Albergaria.

A Fraga da Nédia

   Ventor

Chamam-lhe Fraga da Nédia, na "serra da Peneda".

Mas, atendendo à definição dada à serra de Soajo, serra que ocupa os Concelhos de Arcos de Valdevez, Monção e Melgaço, vou ter de dizer-vos que a Fraga da Nédia, situa-se na serra de Soajo.


Fraga da Nédia

E não se trata de "quereres" de pessoas. Trata-se de "quereres" históricos. Neste caso, a história é quem mais ordena.

Papilo Machon

  Ventor

Estas coisas são mesmo belas. A mim, o caterpilar, faz-me arrepiar. É só olha-lo!



Este caterpilar é a primeira forma visível da borboleta Papilo Machom. Encontrei-o na serra de Sintra.



Ela, aí está, linda como sempre. Esvoaça à nossa volta e aprecia o seu mundo, tal como nós. A Papilo Machon é uma das belezas do Ventor.

O meu amigo albi-negro-amarelo

  Ventor

Ele é abelhão ou, em inglês, bumble-bee. Eu chamo-lhe o meu amigo albi-negro-amarelo e é também conhecido por mamangava de cauda amarela clara (no Brasil) ou abelhão (em Portugal).


Imagem tirada do pixabay - Um abelhão deliciando-se com as flores


Um abelhão deliciando-se com as flores. Imagem tirada do pixabay

Estas belezas voadoras, são companheiros do Ventor nas suas caminhadas. Quando os fotografo, algumas vezes, a lenta da máquina muito próxima, incomoda-os a eles e a mim. Fazem uma passagem baixa sobre a máquina, fixando a lente e, por vezes, em volta da minha cabeça. Como eu fico quieto, eles continuam na sua azáfama como se nada fosse. Dizem os especialistas que estes animais quando zangados ficam furiosos e, tal como as vespas asiáticas e outras, ferram o ferrão, sem nunca o largar, injetando as suas toxinas. Por isso, cuidado!

Apolo ...

  Ventor

... ou Parnaso Apolo.


É uma linda borboleta que caminha entre nós e à qual foi atribuído o nome Apolo. Parto do princípio que este tipo de borboletas terá bebido água na fonte Parnaso cuja água corrente alimenta ou alimentou, antigamente, os poetas gregos. 

Também terá bebido, no monte Olimpo, água com o meu amigo Apolo e, enquanto ele tocava lira, ela bailava fazendo-lhe crer que aquelas belezas também eram dela.



Apolo e a sua lira, cujos sons punham a sonhar todos os seres vivos em volta da fonte do Parnaso

Os pássaros chilreavam e cantavam as suas canções e as borboletas dançavam juntamente com as musas que se deliciavam ao ouvir os acorde tocados por Apolo, na sua lira.

Flores do Santo António

  Ventor

Todos os santos, pelo menos, os mais conhecidos, têm flores com o seu nome.

Esta é a flor de Santo António.


Flores de Santo António

Estas encontram-se, normalmente, nas margens dos rios, penduradas sobre as águas. Fazem uma paisagem linda e não podiam passar despercebidas ao Ventor.

As Papoilas

  Ventor

As papoilas, desde o ano passado que não abandonaram o Ventor


 Elas ficaram alcandoradas, o ano todo, sobre a ribeira
  
 
Elas atravessam-se nas caminhadas do Ventor
 
 
Mas, houve aquelas que, encostaram-se aos muros para ver passar o Ventor. E, não estão aqui todas as cores! Este ano, ainda só não vi as branquinhas

Flor da Amendoeira

  Ventor



 
Flor da Amendoeira
 
Flores de amendoeiras, ali, pelas bandas de Queluz, neste ano de 2012. Sabem o que elas me disseram? "Sabes Ventor, só tu conseguiste olhar para nós! Todos que por aqui passam nem dão pela nossa presença. Nem sabem que nós provimos de uma amendoeira mas, a nossa mãe, que é uma árvore tão linda, passa despercebida por falta de imponência. Ela é linda mas não dá nas vistas e é o terceiro ano que dá flores. Só tu, Ventor, podias dar pela nossa presença".
É pela conversa destas flores que eu volto a louvar, por aqui, as Flores de Inverno ou, se preferirem, as Flores da Vida, que encantam os caminhos do Ventor.


domingo, 24 de maio de 2026

Flores, ao lado do Ventor

  Ventor

Esta flor, fica bem ao lado do Ventor, por isso, também ficará bem aqui e, durante algum tempo, vai ser ela a dar as boas vindas a quem entrar por esta janela.



Uma flor, no Jamor

As flores não se esquecem!

Flores Brancas, da Guia

  Ventor

Flores brancas nas falésias da Guia, em Cascais, debruçadas sobre o mar, procurando entender Neptuno. 



Belezas brancas observando o mar, dezenas de metros em baixo

Sob os auspícios de Apolo, nas alturas, elas chamam o Ventor para, juntamente com elas, tentarem perceber as apoquentações do nosso amigo Neptuno, na sua disputa com as rochas que parecem querer desenvencilhar-se dele e trepar, rumo aos céus, para um encontro com Apolo, mostrar-lhes as flores de que são base. Mas, Apolo não as perde de vista, elas fazem parte das belezas do seu mundo e do mundo do Ventor.